quarta-feira, agosto 27, 2025
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Sentimentos e emoções – A importância da coragem emocional e de ver a si mesmo – Susan David

Sentimentos e emoções - verdades emocionais por Susan David
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Como ver a si mesmo(a), compreender e aceitar seus sentimentos e emoções, pode curar você?

Neste estudo, O Portal Última Trincheira traz uma profunda reflexão sobre um tema sensível e muito importante para quem deseja ter uma vida plena e em paz consigo mesmo(a), por meio da compreensão de fatores cruciais acerca dos seus sentimentos e emoções.

Baseada na palestra The Gift and Power of Emotional Courage (O dom e o poder da coragem emocional) da renomada psicóloga Susan David, no canal Ted Talks, este artigo cita os principais tópicos, que são abordados.

Nascida na África do Sul, a psicóloga, pesquisadora e autora reconhecida internacionalmente na área de inteligência emocional e coragem emocional, Susan David, cresceu em meio às complexidades sociais e culturais de seu país, o que contribuiu para o seu olhar sensível sobre as emoções humanas e os desafios internos que cada indivíduo enfrenta. Atualmente, Susan é professora na Harvard Medical School e referência mundial em temas como aceitação emocional, autoconhecimento e resiliência psicológica.

Nesta ocasião, Susan explora com maestria a importância da coragem emocional — a capacidade de encarar com sinceridade nossos sentimentos e emoções mais profundas, sem negá-las ou camuflá-las.

Esta análise tem o objetivo de ampliar a compreensão sobre o papel das emoções em nossa jornada de autoestima e autoconhecimento, cura interior e transformação pessoal. Se você está cansado(a) de viver refém das suas emoções que estão reprimidas, este artigo é um convite para um reencontro.

Um reencontro com a sua história, com a sua coragem e com a sua capacidade de acreditar, reagir e seguir em frente. Porque é exatamente sobre isso que Susan nos convida a refletir.

7 verdades que podem transformar a forma como você lida com suas emoções e autoestima

A beleza da vida é inseparável da sua fragilidade

Negar nossas dores não nos protege — nos isola. Susan compartilha sua própria experiência de perda e luto na adolescência, mostrando que quando tentamos “ser fortes” demais, na verdade nos afastamos da autenticidade que cura.

Vivemos como se a fragilidade fosse algo a ser vencido. Mas, na verdade, é a nossa humanidade mais profunda:

Aceitar a dor é abrir espaço para o milagre do recomeço

1- Sawubona: Eu te vejo e, ao te ver, eu te trago à existência

Ver a si mesmo e a verdade das suas emoções é o primeiro passo para a cura

Essa antiga saudação zulu é mais que uma palavra: é um convite. “Sawubona” significa “eu te vejo” — mas também significa reconhecimento, pertencimento e amor.

Quantas vezes você se sentiu invisível, até para si mesmo? O mundo interior, quando não é acolhido, se transforma em ruído: ansiedade, reatividade, tristeza sem nome. Susan afirma:

“Ao nos vermos, também adquirimos a capacidade de ver os outros.”

Essa visão emocional, que lhe permite conhecer a fundo seus sentimentos e emoções, começa com um gesto simples: olhar para dentro de si e escrever o que você está sentindo, como se ninguém fosse ver.

Esse é um exercício terapêutico. Como se abríssemos o coração sem máscaras, dizendo: “Eis-me aqui, com tudo o que sou.”

2- Emoções ignoradas não desaparecem — elas crescem

O risco de reprimir sentimentos é adoecer silenciosamente

Você já tentou fingir que não estava com raiva, tristeza ou frustração? O resultado costuma ser o oposto do que esperamos: mais tensão, mais irritabilidade, mais confusão.

Susan explica esse fenômeno com uma analogia poderosa:

“Quando as emoções são ignoradas ou rejeitadas, elas ficam ainda mais poderosas. Os psicólogos chamam isso de amplificação. É como aquele delicioso bolo de chocolate na geladeira: quanto mais tentamos ignorá-lo, mais ele fica na nossa cabeça.”

Negar o que sentimos é como tentar esconder água com as mãos.
No corpo, essa negação vira dor.
Na alma, vira desconexão.

No entanto, quando damos nome aos sentimentos, algo muda. É como se acendêssemos uma luz no escuro e disséssemos: “Eu te vejo, medo. Eu te vejo, tristeza. Você pode descansar agora.”

3- Você não é as suas emoções

Seus sentimentos são visitantes, não a sua identidade

Quantas vezes você se descreveu por aquilo que sente? “Sou ansioso.” “Sou muito emotivo.” Mas a verdade, como nos lembra Susan, é que:

“Você não é as suas emoções.”

Você sente medo, mas é corajoso.
Você sente tristeza, mas é amado.
Você sente raiva, mas é um ser em busca de justiça.

As emoções não definem quem você é. Elas são dados, não diretivas. Elas trazem informações preciosas sobre suas feridas, seus valores e seus sonhos. Mas você é livre para escolher como responder a cada uma delas.

4- Escreva o que você está sentindo

A escrita emocional é um portal para o autoconhecimento

Foi em um simples caderno que a vida de Susan mudou. Depois de perder o pai, sua professora a desafiou a escrever seus sentimentos, sem filtros.

“Escreva o que você está sentindo. Escreva como se ninguém fosse ver.”

Essa prática é tão antiga quanto os Salmos. Davi, em sua intimidade com Deus, derramava suas angústias no papel:

“Senhor, ouve a minha oração, escuta o meu clamor por misericórdia.” (Salmos 86:6)

Ao escrever, você encontra palavras onde antes havia o caos. A escrita organiza, revela e tem o poder de sarar seus sentimentos e emoções. E o mais importante: ela te ensina a se ver com honestidade.

5- As emoções são dados, não diretivas

Sentir algo não significa obedecer ao impulso

Aqui está uma lição libertadora: você pode sentir tudo, sem fazer tudo o que sente vontade.

Susan ensina que as emoções são dados — informações que revelam o que é importante para você. Se você sente raiva, talvez ame profundamente a justiça. Se sente medo, talvez esteja diante de algo que importa demais.

“As emoções são dados, não diretivas.”

Seus sentimentos indicam o que está acontecendo dentro de você, mas não são ordens.
A espiritualidade nos ensina o mesmo. Jesus foi tentado no deserto, mas não cedeu à tentação. O sentimento estava lá, mas o valor e a identidade falaram mais alto que o impulso.

6- Coragem não é não ter medo, mas não ser paralizado(a) por ele

Sentir medo não é fracassar — é estar vivo

Por fim, Susan nos lembra que coragem não é ausência de medo.

“A coragem é o medo em movimento.”

7- A tirania da positividade vs otimismo saudável

A Dra. Susan define a “tirania da positividade” como uma imposição cultural que exige uma atitude positiva constante, mesmo nas situações mais dolorosas ou complexas — algo que ela também chama de “positividade tóxica”.

Ela explica que essa postura é, na essência, uma forma de evitação emocional: ao forçar a felicidade, acabamos ignorando sentimentos e emoções reais e necessários, como tristeza, raiva ou medo, o que nos impede de aprender, crescer e enfrentar desafios de maneira autêntica e resiliente.

Para ela, há uma distinção importante entre esse falso otimismo e o otimismo saudável — que parte do reconhecimento da realidade, dos sentimentos verdadeiros, e do compromisso de agir para um futuro melhor, em vez de simplesmente “pensar positivo” para se sentir melhor, e ignorar todo o resto.


Reflexão do Portal Última Trincheira

“A coragem é o medo em movimento.”

É o passo que você dá mesmo tremendo.
É a oração que você faz mesmo sem palavras.
É o abraço que oferece, mesmo ainda doendo por dentro.

Coragem não é ser invulnerável. É continuar, mesmo sabendo que pode doer. É se lançar, mesmo sem garantias. É confiar que Deus caminha com você, mesmo no vale da sombra.

Como Paulo escreveu:

“Quando estou fraco, então é que sou forte.” (2 Coríntios 12:10)

A verdadeira vida começa, quando você se vê

Você já se viu hoje?
Viu sua dor, sua alegria, seus desejos mais íntimos?
Viu o que está tentando ignorar?

Ver-se é o primeiro passo para viver com integridade.
E ao se ver com compaixão, sem julgamento, você também aprenderá a ver os outros com mais paciência e amor.

Existe algo profundo nesse exercício de se enxergar.
É como se a cada novo olhar sincero para dentro de si mesmo(a), pequenos pontos de luz fossem acesos. E, aos poucos, o que antes parecia confuso começa a ganhar sentido e direção.

Freud certa vez comparou a consciência humana a uma casa escura, com cômodos trancados e pouca luz.
Já a Palavra de Deus nos revela que o Criador é a verdadeira luz do mundo (João 8:12) — luz que penetra não só o que está fora, mas principalmente o que está dentro de nós.

Quando deixamos de olhar somente para fora, e começamos a olhar com coragem para dentro, essa luz vai dissipando as sombras, e iluminando todo nosso ser.
Locais antes fechados vão sendo abertos; o que era peso e dor, vai sendo transformado em aprendizado, e o que era confusão vai se convertendo em paz interior.

Sentimentos e emoções à luz da presença de Deus

“Sendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação…”
(Efésios 1:18)

A verdadeira transformação emocional começa quando temos coragem de olhar para dentro, com sinceridade e humildade. Não é apenas enxergar com os olhos naturais, mas permitir que os “olhos do entendimento” sejam iluminados pela graça de Deus.

Quando nos vemos com verdade, ao termos coragem de olhar para as nossas fraquezas, para os nossos medos, para tudo aquilo que tenta nos impedir de avançar, talvez nos tornemos um pouco mais parecidos com o Criador, que estando na forma humana, nunca se privou das suas emoções.

Jesus chorou, se comoveu no espírito, sentiu indignação, alegria, tristeza, e nunca escondeu os momentos em que as suas emoções se manifestavam de maneiras tão intensas que provocavam a sua sensibilidade humana.

A fé não é sobre nunca cair — mas sobre saber que não estamos sozinhos quando caímos. Aceitar a dor é abrir espaço para o milagre do recomeço

Assim como a Palavra de Deus nos orienta a sermos cada vez mais parecidos com Cristo, por meio do Espírito Santo, também convém que cultivemos de maneira saudável a firme convicção da fé e os bons pensamentos, crendo na fidelidade e na provisão de Deus, que também opera nas questões emocionais por meio de terapeutas, psicanalistas, psicólogos, psiquiatras e demais profissionais da saúde.

Enfim, a multiforme graça de Deus não pode ser limitada, e por isso é necessário trazermos à reflexão o verdadeiro entendimento da nossa humanidade, para que a luz do Espírito Santo possa iluminar todos os aspectos da nossa vida — e, principalmente, os cômodos mais sombrios da nossa casa.

Conclusão: Permita-se ver e conhecer seus sentimentos e emoções

Abra espaço para suas emoções. Escreva, reflita, ore. A transformação não está em negar o que sente, mas em caminhar com coragem mesmo sentindo tudo.

Comece hoje: pegue um papel, escreva como se ninguém fosse ver. Como Davi ao rasgar a sua alma diante de Deus, por meio dos Salmos. Saiba que a sua história é única e merece ser sentida, acolhida, ressignificada e vivida com verdade.

Talvez por isso, em algumas culturas, exista a expressão:
“Sawubona” — eu te vejo. E, ao te ver, eu te trago à existência.

Ao se permitir ver com honestidade as suas próprias dores, você as traz à existência — não para alimentá-las, mas para reconhecê-las e curá-las. Aquilo que é visto pode ser transformado.

Nesse processo, as suas feridas deixam de ser prisões ocultas e passam a ser portas de libertação. E, assim, após esse olhar corajoso, nasce um novo eu: alguém que não nega o que viveu, mas que agora carrega uma história ressignificada, uma alma restaurada e a leveza de quem foi verdadeiramente transformado(a), talvez como quando Jesus mandou tirar a pedra e chamou Lázaro para fora, devolvendo-lhe a vida.


FAQs – Perguntas Frequentes

1. Coragem emocional é a mesma coisa que inteligência emocional?
Não. Coragem emocional é a base da inteligência emocional. Trata-se de permitir-se sentir, antes mesmo de gerenciar ou responder. E tudo isso afeta diretamente seu bem-estar emocional e a sua autoestima.

2. Como posso começar a desenvolver essa coragem?
Pratique nomear sentimentos, escreva sobre eles, compartilhe com pessoas confiáveis e seguras, ore e creia com convicção e coragem.

3. Posso ser emocionalmente corajoso(a) e ainda ter fé?
Sim. Jesus foi o exemplo máximo de alguém que sentiu tudo e ainda assim permaneceu fiel à sua identidade e propósito.

4. Existe perigo em “sentir demais”?
O perigo está em reprimir, não em sentir. Quando acolhido com consciência, o sentir profundo leva à sabedoria.

5. Crianças também precisam desenvolver coragem emocional?
Sim. Ensinar crianças a nomear e a acolher sentimentos, constrói adultos mais saudáveis e empáticos.

6. Qual o primeiro passo prático?
Pare agora e escreva: “Hoje eu estou me sentindo…” e complete. Apenas observe… e no silêncio do seu interior, uma voz doce e suave falará com você.

Qual a importância de olharmos com consciência a atenção especial para os nossos sentimentos e emoções

Olhar com consciência para nossos sentimentos e emoções nos permite entender o que está acontecendo dentro de nós, reconhecer necessidades não atendidas, prevenir o adoecimento emocional e tomar decisões mais sábias.

Quando ignoramos ou reprimimos, acumulamos tensões que podem gerar ansiedade, conflitos e até doenças. Já a consciência emocional nos dá clareza, equilíbrio e crescimento interior. É o primeiro passo para o verdadeiro autoconhecimento e maturidade.

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Assista ao vídeo original em inglês (legendado)

site oficial susandavid.com

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Sandro Jales
Sandro Jaleshttps://www.ultimatrincheira.com/
Te ajudo a lhe dar com suas emoções | Pós-graduação - Neurociência [Hipnoterapia], Comunicação e Desenvolvimento Humano | Teologia Bacharelado | Administração Bacharelado.
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