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O que é o ser humano? As quatro dimensões do ser: física, mental, emocional e espiritual

Desde os primórdios do pensamento ocidental, o ser humano tem sido um enigma em constante investigação. Aristóteles afirmou que “o homem é um animal político”, ou seja, um ser que se realiza na convivência, na cultura, na linguagem e na moralidade. Ao contrário dos seres inertes, como as pedras, ou dos seres vivos que apenas sobrevivem pelo instinto, o ser humano carrega a capacidade de refletir, de criar e de escolher — é um ser que deseja sentido, que busca pertencimento e que se inquieta diante do mistério da existência.

Somos dotados de uma estrutura neurocerebral única, de uma linguagem simbólica, de mãos que criam e transformam. Mas não somos apenas razão ou biologia. Somos também afetos, memórias, silêncios, dores e transcendência. Como escreveu Blaise Pascal: “O homem é apenas um junco, o mais fraco da natureza, mas é um junco pensante.” Essa consciência de nossa fragilidade e, ao mesmo tempo, de nossa potência, nos conduz à seguinte pergunta: o que é, afinal, o ser humano?

Para responder a essa pergunta, é preciso olhar para a integralidade do ser. Corpo, mente, emoções e espírito são dimensões que não se separam, mas coexistem em um delicado equilíbrio. Quando uma adoece, as outras sofrem. Quando uma é restaurada, as demais encontram novo fôlego. Essa é a jornada do ser humano integral — e é sobre ela que iremos refletir.

1. O Corpo: a presença visível do ser

O corpo é a casa do ser. Com ele tocamos o mundo, nos movimentamos, trabalhamos, sentimos prazer e dor. Ele não é apenas uma máquina biológica, mas um espaço onde a existência se revela. Maurice Merleau-Ponty, filósofo francês, dizia que “o corpo é o nosso meio geral de ter um mundo”. Cuidar do corpo é, portanto, um ato filosófico e ético — é reconhecer que viver bem é também habitar bem o próprio corpo.

No entanto, o corpo não é independente das outras dimensões. Muitas vezes, dores físicas escondem feridas emocionais. O cansaço crônico, por exemplo, pode ser o grito silencioso de uma alma exausta. Somos uma unidade, e o corpo traduz o que se passa no invisível.

2. A Mente: o laboratório das ideias

A mente humana é capaz de construir civilizações, criar teorias, imaginar mundos. É na mente que os pensamentos se organizam, os projetos tomam forma e o futuro é desenhado. Mas também é na mente que surgem as dúvidas, os medos, as obsessões. Freud dizia que “a mente é como um iceberg, flutuando com um sétimo de seu volume acima da água”. Isso significa que muito do que pensamos e fazemos está enraizado em processos inconscientes.

Por isso, desenvolver a mente não é apenas estudar ou adquirir informações. É também um processo de autoconhecimento, de consciência crítica, de cuidado com os pensamentos. Uma mente saudável é uma mente que sabe dialogar com o passado, mas também sabe projetar o futuro com esperança.

3. As Emoções: o terreno do sentir

A emoção é o fio que costura nossas relações, motiva nossas decisões e colore nossas experiências. Ignorar as emoções é viver de modo amputado. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, escreveu Pascal. E é verdade: muitas vezes sentimos antes de entender, reagimos antes de pensar.

Trabalhar as emoções é fundamental para a saúde integral e não apenas mental. Isso envolve reconhecer a tristeza sem culpa, acolher o medo sem paralisia, e permitir-se a alegria sem vergonha. É nesse território afetivo que as maiores dores se escondem, mas também onde as maiores curas começam.

A psicanalista Melanie Klein afirmou que o desenvolvimento emocional saudável está profundamente ligado à capacidade de elaborar perdas e frustrações. Em outras palavras, amadurecer emocionalmente é aprender a transformar dor em sabedoria e insegurança em construção de vínculos mais saudáveis. 

Ou seja, ao aprendermos a ressignificar as nossas emoções, nosso cérebro cria novas sinapses neurais, através da qual construímos pontes para um novo mundo, que primeiro se manifesta dentro de nós e depois surgirá à nossa volta.

4. O Espírito: a sede de sentido

Mais do que crença religiosa, o espírito representa nossa sede de sentido, nosso impulso de transcendência. Viktor Frankl, psiquiatra que sobreviveu aos campos de concentração, escreveu que “o ser humano não está em busca de prazer, mas de um sentido para a vida”. É o espírito que nos leva a perguntar “por quê?”, mesmo quando tudo parece perdido. É ele que nos ergue após a queda, que dá significado à dor e que nos inspira grandes atos de amor e compaixão.

O filósofo Søren Kierkegaard via o espírito como o eixo que equilibra as outras dimensões. Para ele, “o homem é uma síntese de infinito e finito, de temporal e eterno, de liberdade e necessidade.” Ou seja, somos paradoxos ambulantes, e é no espírito que aprendemos a conviver com essas tensões sem sermos destruídos por elas.

O que é o ser humano as quatro dimensões do ser física mental emocional e espiritual
O que é o seu humano? Quem eu sou?

O Ser Humano na filosofia

Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, Senhor”

Para Agostinho, o ser humano foi criado à imagem de Deus e só encontra descanso quando volta a Ele. A alma humana carrega a marca do Criador, mas também o vazio provocado pelo pecado.

Tomás de Aquino: “O homem é um composto de corpo e alma”

A dignidade do ser humano está na união harmoniosa entre o corpo material e a alma espiritual. A razão humana, mesmo ferida pelo pecado, é capaz de buscar a verdade e o bem.

Karl Barth: “O homem é aquele a quem Deus fala”

Na teologia protestante de Barth, o ser humano é aquele que escuta o chamado do seu Criador. Não é apenas criatura, mas interlocutor de Deus.

C.S. Lewis: “Você não é um corpo com alma, mas uma alma com corpo”

Lewis nos lembra que a essência do ser humano está na eternidade. A existência terrena é apenas o começo de uma história maior, cuja plenitude se encontra em Deus.

Conclusão: A unidade na multiplicidade de uma existência plena

Não somos apenas corpo. Não somos só mente. Somos uma teia complexa, entrelaçada, em que o físico, o mental, o emocional e o espiritual se influenciam mutuamente. A integridade do ser humano está justamente na articulação dessas dimensões. Como afirmou Carl Jung, “o ser humano não se cura apenas ao tornar o inconsciente consciente, mas ao encontrar um significado para sua vida”.

“Em outras palavras, enquanto você não enxergar aquilo que está oculto em seu inconsciente, ele continuará controlando suas escolhas — e você acreditará que tudo isso é apenas o seu destino. Para Jung, o caminho da cura não está só em revelar o que está escondido dentro de si, mas em dar um sentido a isso: encontrar propósito, direção e um motivo verdadeiro para viver.”

Esse caminho de cura, de equilíbrio e de plenitude não é simples, nem rápido. Mas é possível. Começa pelo reconhecimento de que somos inacabados e que precisamos cuidar de cada parte do nosso ser com atenção, responsabilidade e coragem. Corpo, mente, emoções e espírito — pilares de uma existência plena.

Sandro Jales
Sandro Jaleshttps://ultimatrincheira.com/
Sou mentor de renovação interior e liderança, com formação em Teologia, Administração e pós-graduação em Neurociência Aplicada ao Desenvolvimento Humano e à Comunicação.Minha vida foi transformada pela integração de dois pilares que muitos veem como opostos, mas que descobri serem complementares: os princípios universais da Palavra de Deus e a neurociência.Superei dependência química, pensamentos suicidas e reconstruí minha vida, não apenas através de teorias, mas por um processo de renovação da mente que integra:→ Autoconhecimento profundo (12 Forças Limitantes) → Autorregulação emocional (neuroplasticidade + disciplinas espirituais) → Senso de propósito genuíno (conexão com identidade e chamado)Fundei e liderei duas escolas com mais de 40 colaboradores. Hoje dedico-me a ajudar líderes, empresários e pessoas em processos de transformação a superarem bloqueios, vícios, traumas e medos que impedem sua plenitude pessoal e profissional.MINHA ABORDAGEM NÃO É SIMPLES AUTOAJUDA, É TRANSFORMAÇÃO REAL, baseada em ciência validada e princípios atemporais que funcionam porque tocam a raiz do ser humano.═══════════════════════════════════IMAGINE SUA VIDA COMO UM JARDIMMuitos jardins carregam imenso potencial sob camadas de negligência: solo compactado por anos de padrões autodestrutivos, infestado por ervas daninhas — traumas não processados, crenças limitantes, vícios comportamentais.A maioria tenta decorar a superfície ou arrancar algumas folhas visíveis. Mas as raízes permanecem intactas, e tudo volta.MEU TRABALHO VAI À RAIZ.Através de três pilares — Autoconhecimento profundo (12 Forças Limitantes), Autorregulação emocional (neuroplasticidade + disciplinas espirituais) e Senso de propósito genuíno — restauramos o solo, removemos o que sufoca, e plantamos com intencionalidade.O RESULTADO? Você para de perseguir borboletas e começa a cultivar o jardim que naturalmente as atrai. Paz, realização, impacto — elas vêm até você.E quando seu jardim floresce, seus frutos alimentam não apenas você, mas todos ao seu redor.═══════════════════════════════════Se você está cansado(a) de superficialidade e de "correr atrás" de sonhos e metas que "correm de você", eu posso te ajudar a se reconstruir, através de uma renovação integral que começa de dentro para fora.